materiais e técnicas
Nas nossas obras e projectos, partimos da pesquisa de materiais e tradições construtivas locais, enraizadas na cultura e no saber fazer e talhadas pelos materiais disponíveis na região. Através do desenho traduzimos esses saberes para uma abordagem que respeite as necessidades de conforto e exigências técnicas contemporâneas sempre com foco na regeneração e na estética.
Alguns destes materiais provêm de um saber fazer que foi passado de geração em geração com provas dadas ao longo da história, caso da Taipa, do Adobe, do Tabique, dos Rebocos de Terra e de Cal. Outros provêm do aperfeiçoamento técnico ou científico na sua implementação ou formulação, caso dos Blocos de Terra Comprimidos (BTC), Blocos de Cânhamo, Terra Vertida e até da própria Taipa, na óptica de conseguir misturas mais resilientes à acção sísmica.
Estes materiais têm vantagens na mudança de paradigma face às alterações climáticas, sendo materiais com baixa energia incorporada, com baixa emissão de gases com potencial efeito de estufa, mas também com baixa toxicidade na sua composição, por exemplo ao nível dos compostos voláteis. Também na conclusão do seu ciclo de vida, estes materiais podem ser reutilizados, não perdendo qualidades nesse processo, ou ser apenas reintegrados na natureza sem contaminações dos solos, especialmente nos materiais que não têm estabilização química.
No CRU atelier temos projectos e obras em Taipa, Tabique, Adobe, BTC, Fardos de Palha, Blocos de Cânhamo, Cânhamo in-situ, dependendo dos contextos de cada projecto. Aliados a estes materiais usamos materiais cerâmicos tradicionais ou industriais, elementos estruturais em madeira, aço ou betão, revestimentos industriais com comprovado grau de sustentabilidade (p.ex. compósitos à base de cortiça, ou à base de reciclados de obra ), procurando sempre estar a par de novas soluções de mercado, especialmente do mercado nacional, que permitam inovação sem perder de vista a sustentabilidade.







